domingo, 3 de agosto de 2014

Terrugem – Forcados e novilheiro João Augusto Moura, o mais destacável da noite

Grupo de Forcados de Arronches vencem o prémio para a melhor pega através de João Rosa


Tenho uma grande simpatia pela praça da Terrugem, em especial depois da sua renovação liderada pelo meu saudoso Amigo, Francisco Botelho Neves. Nos anos em como amigo ajudei o grupo de toureiros cómicos “Os Medrosos do Montijo” estes actuaram nesta praça algumas ocasiões para angariação de fundos para a renovação da praça, e sempre fomos bem recebidos pelas gentes da Terrugem.
Gilberto Filipe num ferro menos ajustado
 Nestes últimos anos em que não sei se pela idade, que vai avançando, ou o pouco interesse da grande maioria dos cartéis, esta é sempre uma das poucas praças onde estou presente, desde que vim de “armas e bagagens” para este Norte Alentejano. Dizia-me há dias um Amigo e empresário duma praça alentejana, que é necessário dar oportunidades aos novos. Essa é uma realidade, como não deixa de o ser, verificarmos em especial nesta altura da temporada, quantos dos novos (e alguns já não tão novos) têm essa oportunidade…e são bastantes.
A pega de João Rosa, vencedora do prémio
A empresa “Toiros +” montou esta tourada na Terrugem tendo como base o concurso de pegas e a coragem de no cartel incluir o toureio a pé.
Não começou com bom pé a montagem do cartel, no qual teve que entrar depois Ana Batista. Se as coisas começaram assim, pior ficou com o atestado médico apresentado por Ana Batista que não lhe permitiu estar presente, ficando o cartel algo estranho. Não sei o que se podia fazer mas, seria lógico que em vez dos cavaleiros Gilberto Filipe a Marcelo Mendes lidarem três touros cada, o novilheiro João Augusto Moura lidasse ele dois novilhos. Esta é a simples opinião do aficionado sem saber se era ou não possível, mas que o cartel estava mais equilibrado isso é indesmentível. Se a tudo isto acrescentarmos que o mais destacado da noite foi a actuação de João Augusto Moura, que nos deixou com o mel na boca… digo eu confesso aficionado ao toureio a pé.
Marcelo Mendes o bom...e menos bom!
Os touros de São Torcato (Joaquim Alves-antes Simão Malta), bem apresentados, desiguais de comportamento, mas houve exemplares a quem os cavaleiros podiam ter tirado mais partido. Aqui voltamos à velha questão: oportunidades aos novos mas também é necessário aproveitá-las. E isso não aconteceu. Pouco ou nada ficou para lembrar das suas actuações. Para mim retenho dois ferros curtos de Marcelo Mendes e pouco mais. Porque no resto houve pouco temple nas sortes. Gilberto Filipe andou aliviado com os quarteios muito abertos e pouco ajustado nas reuniões. Para quem dispôs de três touros cada… foi muito pouco.
Bonita meia verónica de João Augusto


Bem apresentado, agradável de cara o exemplar da Torre do Onofre que João Augusto Moura, recebeu à verónica no capote, rematando com meia. Faena assente, aproveitando ambos os pitons, com bons momentos com a mão esquerda. 



Pela direita de mão baixa

O novilho transmitia pouco, humilhava de principio mas acabava o muletazo com a cara por cima e pouco recorrido. João baixou-lhe a mão e templou as melhores investidas. 
Ficou-nos o mel na boca que outro novilho mais, vinha rematar possivelmente a sua reaparição por estas paragens.

O novilho empregue num natural







Quanto aos grupos de Forcados de São Manços, Arronches e Elvas, estiveram à altura dos seus pergaminhos. Conquistou o prémio o grupo de Arronches com a pega de João Rosa ao primeiro do seu lote, porque o júri assim o entendeu na sua votação livre e democrática.

Não faltou o apoio aos forcados de Arronches

A figura dos novilheiros José Garrido com João Augusto

O ganadeiro Francisco Luis Caldeira

Joaquim Alves atento ao comportamento dos  seus touros

A empresa Toiros + na entrega do prémio a João Rosa 





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