domingo, 19 de novembro de 2017

Manuel Perera da Escola Taurina de Badajoz vencedor do certame "La Oportunidade"

O Estremenho Manuel Perera pode não ter conseguido o maior número de troféus cortados mas, para o júri do certame “La Oportunidade”, que decorreu em Madrid na Praça de Vistalegre foi o vencedor nesta final.
Em segundo lugar terminou Juan José Villita da Escola Taurina José Cubero YiYo de Madrid em terceiro ficou Valentín Hoyos.







José Maria Manzanares prepara-se no campo

José Maria Manzanares que se viu afastado dos ruedos desde que toureou a sua última corrida em Santander para ser submetido a uma intervenção cirúrgica às cervicais, voltou ao campo.
O alicantino recuperou da delicada operação e já se treina com normalidade com vista a enfrentar a temporada americana, onde toureará a 3 de Dezembro na Feira do Senhor dos Milagres em Lima/Peru.
Recorde-se que José Maria Manzanares foi o protagonista da melhor faena, em nossa opinião, que teve lugar esta temporada no Campo Pequeno. (foto-D.R.)

sábado, 18 de novembro de 2017

Vista Alegre - Novilhadas "Oportunidades"

O PAN NÃO DESARMA NA LUTA CONTRA AS TOURADAS

Na apresentação de propostas para o O.E. que os vários partidos têm estado a apresentar ao governo, o PAN continua com a sua luta assanhada contra as touradas. Nas suas propostas diz: “o PAN tem várias propostas relativas à produção biológica, assinalando que é necessário diminuir o IVA destes produtos para 6%. O Governo aceitou a proposta de André Silva, o único deputado do PAN, para contratar mais 40 nutricionistas para o SNS e para construir mais 49 novas salas de apoio à vítima nas esquadras portuguesas. O partido Pessoas-Animais-Natureza insiste também na subida do IVA das touradas e dos pesticidas e um agravamento da taxa nas munições. André Silva quer ainda que se disponibilize bebidas vegetais nas escolas”.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

João Moura Caetano e João Pedro Belota, terminam apoderamento

Comunicado

O Cavaleiro João Moura Caetano e o Empresário João Pedro Bolota vêm comunicar o fim da relação de apoderamento que os uniu nas ultimas temporadas.
A amizade de longa data que une a família Caetano a João Pedro Bolota sai reforçada por este largo e bem-sucedido período profissional.
Sem outro assunto
Com os melhores cumprimentos
Gabinete de Imprensa de João Moura Caetano.
(foto-taurodromo.com)

Rui Bento Vasques em entrevista à Revista Aplausos

O matador de touros Rui Bento Vasques e gerente tauromáquico da Praça do Campo Pequeno, concedeu à revista Aplausos uma extensa entrevista que recomendamos a sua leitura, para que cada um dos aficionados possa fazer a sua apreciação pela positiva ou negativa, porque as opiniões dividem-se.

Por Ángel Berlanga - Fotos: Campo Pequeno y Arjona

“Campo Pequeno debe servir de ejemplo en España”
Rui Bento Vasques, cabeza de cartel en la empresa que gestiona la plaza de Lisboa, reflexiona en torno al éxito logrado en la temporada del 125 aniversario del coso y defiende firmemente el modelo empresarial desarrollado, que aúna la celebración de festejos con la oferta de ocio para todos los públicos
Doce festejos -once corridas de toros y una novillada- han conmemorado la campaña del 125 aniversario del coso de Campo Pequeno en Lisboa. Para Rui Bento Vasques, cabeza de cartel en la empresa que gestiona el bellísimo palenque portugués desde su reinauguración hace doce años, la temporada ha sido, artísticamente, “para enmarcar”. “Buscábamos tres o cuatro acontecimientos de máximo interés y los hemos logrado”, afirma orgulloso (...)”

TERTÚLIAS TAUROMÁQUICA E GRUPOS TAURINOS EM PORTUGAL

PARTE 2

Em 1 de Dezembro de1891, foi enviada uma circular para divulgação e angariação de sócios, sendo a comissão promotora presidida por Vitorino de Avelar Froes, que foi cavaleiro tauromáquico.
Essa circular era ainda assinada por Manuel e Francisco Figueira Freire da Câmara, D. Simão Luis de Sousa Coutinho, João Fletcher Júnior, João de Saldanha Ferreira Pinto, Manuel de Castelbranco, Ruy Rebello de Andrade, Jorge Rebello da Silva, Ayres d' Ornellas de Vasconcelos, António Perestrello de Vasconcellos e Duarte Egas Pinto Coelho.
A 9 de Janeiro de 1892, na sala de sessões da Assembleia Geral da Companhia das Águas de Lisboa, estando presentes 63 aficionados que constituíam a comissão promotora do clube, foi eleito presidente da assembleia o Dr. Carlos Zeferino Pinto Coelho, na ausência por motivos de doença de Vitorino de Avelar Froes, que presidia à referida comissão.
No dia 12 do mesmo mês, reuniu-se pela primeira vez a direcção, sendo eleitos para presidente José Pinheiro, vice-presidente o Dr. Carlos Zeferino Pinto Coelho, Aires d'Ornelas de Vasconcelos (Secretário), José Ribeiro da Cunha (vice-secretário), Augusto Gomes de Araújo (tesoureiro), Manuel Figueira Freire da Câmara (vice-tesoureiro) e vogal o Dr. Duarte Egas Pinto Coelho.
Em 14 de Janeiro de 1892 foi arrendado à Viscondessa de Silva Carvalho um andar na Rua de São Francisco (actual Rua Ivens) e ainda hoje aí se mantém”.

Fica assim em breves traços a história daquela que se pensa ter sido a primeira Tertúlia legalmente constituída em Portugal.Daí para cá muitas têm sido as Tertúlias, Clubes ao Grupos Tauromáquicos constituídos de Norte a Sul do País.
Será no entanto legitimo destacar algumas destas agremiações de carácter tauromáquico, pelo papel que desempenharam… e desempenham na actualidade ainda algumas delas.
O Grupo Tauromáquico Sector 1 que foi fundado a 1 de Maio de 1932 e teve como primeiro Presidente, Luís de Mello Breyner Gonzaga Ribeiro e continua desde a sua fundação na Rua 1º de Dezembro, 85 -2º Esq., em Lisboa, teve à época o condão de aglutinar em seu torno os aficionados mais esclarecidos, atrevo-me mesmo a dizer a elite dos aficionados, sobretudo ao toureio a pé, que se dividiam entre Diamantino Viseu e Manuel dos Santos. O seu papel foi e continua a ser fundamental, sobretudo fazendo honra ao seu lema: “Pró Toiros de Morte” na defesa deste ideal dos seus associados.

Muitas foram as iniciativas do Grupo Tauromáquico Sector 1, entre elas o ensino de jovens toureiros e o seu posterior acompanhamento através da Escola Luciano Moreira; o estreitar de relações com as suas congéneres quer nacionais como para além das nossas fronteiras; realização de debates, colóquios ou conferências, tendo sempre como oradores as mais distintas e conhecedoras personalidades do Mundo taurino, bem como a participação nas mesmas de grandes figuras do toureio mundial. (fotos-D.R.)
(Continua)

Forcados de Arronches encerram temporada com a habitual Festa

A exemplo de anos anteriores o Grupo de Forcados Amadores de Arronches, comandados por Manuel Cardoso, levam a efeito no dia 2 de Dezembro a sua Festa de Encerramento da temporada 2017.
Do programa fazem parte o Treino Convívio entre antigos e actuais forcados na Praça de Touros de Arronches com reses dos Irmãos Serpa.
Segue-se a Missa com a Benção dos Barretes pelas 18 horas. Para terminar, um Jantar de Gala nos "Celeiros" com fado e cante e muita animação.
O evento conta com o apoio do Município de Arronches, das três Freguesias e de empresas da região.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Aproveitar o defeso para recordar escritos que fomos guardando

O defeso que é o espaço que medeia entre cada temporada taurina, deixa-nos tempo para reflectir sobre o passado, o presente e o que será o futuro da Festa nos próximos anos.
É com base nessa reflexão que vamos partilhar em dois ou três capítulos, a importância que tiveram e têm as Tertúlias e os Clubes Taurinos na manutenção da paixão pela Festa em Portugal.
Não pretendemos com isto "montar catedra" mas sim, recordar alguns escritos que publicámos ao longo dos anos e da importância destas instituições ao serviço da Festa.

Parte 1

TERTÚLIAS TAUROMÁQUICA E GRUPOS TAURINOS EM PORTUGAL

Como aficionado que me fiz numa Tertúlia, logo de tenra idade, jornalista e crítico taurino há mais de 40 anos, é meu dever dar o meu modesto contributo para tudo o que seja falar, divulgar e defender a Festa dos Toiros que, ao fim e ao cabo, é aquilo que nos une.
Que eu tenha conhecimento, não há nenhum estudo académico ou mesmo jornalístico que aprofunde a existência das Tertúlias Tauromáquicas em Portugal. Há sim, um ou outro olhar mais ou menos atento sobre este tema, publicado em jornais ou revistas da especialidade, mesmo assim, abarcando um universo muito restrito.
Para nos situarmos devidamente, será bom começarmos por definir o termo Tertúlia que nos diz ser: “na sua essência, uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se reúnem de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos”. Entre estes temas e assuntos, situa-se, de facto, a tauromaquia.
Na nossa vizinha Espanha, esta forma de reunião de aficionados aparece com o nome de Peñas Taurinas, muito antes de aparecerem em Portugal as tertúlias formalizadas, que mais não são do que grupos de aficionados que se cotizam entre si para apoiarem quer toureiros locais como de expressão nacional.
É na época chamada de “Ouro do Toureio” que os intelectuais de então se acercam a este mundo e podemos citar, entre outros, Ortega y Gasset, Manuel Machado, Alberti e o poeta que cantou nestes versos o mundo dos toiros como nenhum outro, como foi Frederico Garcia Lorca.

"Às cinco horas da tarde/Eram cinco da tarde em ponto/Um menino trouxe o lençol branco /às cinco horas da tarde.
Um cesto de cal já prevenida às cinco horas da tarde/O mais era morte e apenas morte às cinco horas da tarde.
O vento arrebatou os algodões/às cinco horas da tarde. E o óxido semeou cristal e níquel às cinco horas da tarde/Já pelejam a pomba e o leopardo às cinco horas da tarde/E uma coxa por um chifre destruída/às cinco horas da tarde.
Os sons já começaram do bordão/às cinco horas da tarde.As campanas de arsênico e a fumaça/às cinco horas da tarde.
Pelas esquinas grupos de silêncio/às cinco horas da tarde. E o touro todo coração ao alto/às cinco horas da tarde.
Quando o suor de neve foi chegando/às cinco horas da tarde, quando de iodo se cobriu a praça /às cinco horas da tarde, a morte botou ovos na ferida/ às cinco horas da tarde. Às cinco horas da tarde. Às cinco em ponto da tarde.
Um ataúde com rodas é a cama/às cinco horas da tarde. Ossos e flautas soam-lhe ao ouvido/às cinco horas da tarde.Por sua frente o touro já mugia /às cinco horas da tarde. O quarto se irisava de agonia/às cinco horas da tarde. A gangrena de longe já se acerca/às cinco horas da tarde.
Trompa de lis pelas virilhas verdes/às cinco horas da tarde. As feridas queimavam como sóis/às cinco horas da tarde, e as pessoas quebravam as janelas/às cinco horas da tarde.
Ai que terríveis cinco horas da tarde! Eram as cinco em todos os relógios! Eram cinco horas da tarde em sombra!"

Sede do Real Clube Tauromáquico Português
Vieram depois pintores, cineastas e escritores que deram uma outra dimensão e divulgação ao toureio. Sobretudo com Ernest Hemingway, o jornalista e escritor, que escreveu o romance “Por quem dobram os sinos” e que foi prémio Nobel de Literatura em 1954.
As Tertúlias Tauromáquicas em Portugal tiveram o seu início de forma espontânea e sem estarem constituídas estatutariamente, em espaços como cafés, restaurantes, clubes ou ateneus, e só aparecem com identidade jurídica nas primeiras décadas do passado século.
Há no entanto notícias no Fórum de Genealogia que nos dizem, e citamos: “que o Real Clube Tauromáquico foi fundado em 1892 e não é feita qualquer referência a uma "refundação" posterior, o que não surpreende pelo facto de não se tratar de uma história detalhada do Clube mas tão só do seu enquadramento com a conhecida paixão do Rei D. Carlos pelos toiros e pela sua própria ganadaria. Mas essa refundação terá eventualmente acontecido – depois de 1910”. Segundo revela Luis Filipe Marques da Gama, o clube contou desde a primeira hora com o empenho do Dr. Carlos Zeferino Pinto Coelho, então Director da Companhia das Águas de Lisboa e foi o escritório de seu filho Duarte Egas, no Largo do Carmo, que serviu de sede provisória. Em 1 de Dezembro de 1891. (Continua)

A Carolina Vicente gosta de touradas, e…

A Carolina Vicente não fuma;…não consome álcool; …não gosta de noitadas;...gosta de estudar;…gosta de dança contemporânea;…gosta de ajudar o próximo.
É frequentadora do Clube Taurino do Agrupamento de Escolas de Alter do Chão…
Como sentia necessidade de fazer algo em prol dos outros, resolveu cortar o seu longo cabelo preto e entregá-lo onde infelizmente alguém precisa… na Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Afinal ser aficionada(o) é uma forma de estar na vida, e para com a vida, de forma humanizadora, desinteressada e de elevado cariz social. Já agora pensem nisto…