segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Triunfos de Ana Rita com os victorinos em Yecla e “Juanito em Fregenal


Yecla (Murcia), domingo 25 de Setembro de 2017. Corrida de touros mista. Touros de Victorino Martín, bem apresentados e de jogo díspar, destacando-se o 6º, bravo. A cavaleira Ana Rita, duas orelhas e orelha; Morenito de Aranda, silêncio e orelha; Daniel Luque, silêncio e duas orelhas. Entrada: Menos de meia praça.
Fregenal de la Sierra (Badajoz) – Novilhos de José Luis Iniesta para David Bolsico, silêncio e orelha; João Silva “Juanito”, orelha e duas orelhas; José Luis Moreno, que debutava com picadores, orelha em ambos.

domingo, 24 de setembro de 2017

Elvas – Cavaleiros por cima dos touros na tourada de S. Mateus

Em plenas Festas de S. Mateus o Coliseu de Elvas registar dois terços da sua lotação preenchida, por si só já é um êxito. Se a tudo isto juntarmos as actuações dos cavaleiros que estiveram por cima das condições de toureabilidade do curro de Herdºs de Rodolfo Proença não há motivos para não ter saído satisfeito da praça. Como aspecto menos positivo o muito tempo que um dos touros levou para ser recolhido (só à corda) e algum infortúnio e certa desorientação, por parte dos grupos numa ou outra pega.
Os touros de Herdºs de Rodolfo Proença com idade (4 e 5 anos), peso mas de comportamento diverso, proporcionaram sobretudo na primeira parte momentos de bom toureio a cavalo.

João Moura Caetano baseou as suas lides num toureio começando por dar vantagem aos touros, citando de largo para depois, com uma batida ao piton de fora, deixar os ferros. Em alguma ocasião a batida foi demasiado pronunciada, o que levou a faltar-lhe touro. Em terrenos bem elegidos e com um toureio já mais em curto e mais ajustado, teve momentos de empolgar as bancadas. De referir que, o primeiro do seu lote, era um touro bem apresentado mas com pouca força, em especial por não poder empurrar muito com os rins. Quanto ao segundo, começou por acudir aos cites de João para aos poucos vir a parar-se e retirar a emoção que o touro deve colocar e que foi suprimida pela entrega do toureio.
Marco Tenório recebeu à porta dos curros o primeiro do seu lote. Um touro mais voluntarioso que permitiu esse toureio de ligação, movimento e emoção que colocou na lide deste touro.
É o seu conceito de toureio. Entrega, variedade nas sortes e essa sensação de perigo que leva às bancadas por aquilo que arrisca em cada ferro. Uma lufada de ar fresco na monotonia por vezes das lides a que assistimos em Portugal. É necessário transmitir ao público que o que se passa na arena é arte, improviso, domínio das montadas e que não está ao alcance de qualquer um. Marcos Tenório raiou a grande altura neste seu primeiro touro, desde que começou por fixar o touro nos médios, passando pelos galopes a duas pistas (com a inversão por dentro num palmo de terreno) mas, sobretudo, pela forma recta como entrou a atacar o touro provocando-lhe as investidas. Elegeu bem os terrenos quando colocou a rosa e o par de bandarilhas que leva a marca da casa mas, com o seu selo próprio. Marcos confirmou nesta noite, em especial na lide do primeiro do seu lote, a grande temporada que tem vindo a realizar. Com o segundo um  touro que não dava grandes hipóteses, colocou empenho e destreza, recorrendo a dois pares de bandarilhas, saindo debaixo de aplausos.
Duarte Pinto enfrentou-se com o seu primeiro, um touro com cinco anos com alguma mobilidade de principio mas, por vezes distraído, a sair-se dos cites. Duarte é um cavaleiro com um conceito mais ortodoxo ou, se quisermos mais clássico. São poucas as concessões às bancadas. Baseia o seu toureio numa equitação de muito respeito pelos “velhos cânones”. Elegeu muito bem os terrenos para lidar este touro. Quando este ainda teve alguma réstia de prontidão, citou de largo e deixou vir o touro para colocar a ferragem correcta. À medida que o touro se parava mais, encurtou os terrenos e atacou mais o touro, sempre entrando recto e procurando a reunião perfeita para deixar a ferragem. A sua actuação foi de facto limpa, de entrega, faltando um pouco mais da parte do touro. Com o segundo que andava a chouto, ou a colocar-se ao lado do cavalo, permitiu por vezes a Duarte citar indo a passo para depois carregar a sorte e deixar os ferros.
Diversa foi a segunda parte, com menos emoção pela falta de transmissão dos touros, sobretudo quando se esperava mais de um curro bem apresentado com touros/touros, com peso idade e o sentido que apresentavam a tudo o que se mexia na trincheira.
Por cima dessas condições estiveram os três cavaleiros em praça que tiveram o detalhe de brindar as suas lides a três figuras do toureio como foram Emídio Pinto, Joaquim Bastinhas e Paulo Caetano, os seus progenitores, maestros e mentores.
A noite não foi muito feliz para os forcados de Évora e Académicos de Elvas, concerteza afectados pelos últimos tristes acontecimentos.
Os Amadores de Évora pegaram um touro à sexta tentativa, outro uma grande pega à segunda e, finalmente, a última pega também ao segundo intento.
Pelos Académicos de Elvas pegaram um touro à terceira, outro à segunda e a última à terceira tentativa.
Dirigiu Agostinho Borges que teve alguma dificuldade em se fazer ouvir por campinos e pessoal dos curros na recolha do touro que demorou bastante, tendo que ser recolhido com a corda o que podia ter acontecido antes. Entre o início das cortesias, a lide e a recolha do touro passaram quarenta minutos. No final a tourada acabou com uma volta festiva de prenúncio de fim de temporada para os três cavaleiros e para os ganadeiros.
















quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Portalegre - reportagem fotográfica

A Praça de Touros de Portalegre recebeu a tradicional tourada integrada nas Festas das Cebolas. Um cartel com gente jovem para proporcionarem um bom espectáculo, frente aos touros do ganadeiro Paulo Caetano. As fotos das lides e das pegas são da autoria de Maria Mil Homens, as quais agradecemos.