Regressou às arenas portugueses (Setúbal) o matador de
touros Alexandre Pedro “Pedrito de Portugal”, assim o baptizou um dia João
Mascarenhas.
Pedrito de Portugal teve, e ao que parece continua a ter,
esse não sei quê que arrasta as massas, o que é diferente dos aficionados que
infelizmente ao toureio a pé somos poucos.
Conheço o Pedro desde miúdo quando se iniciou nestas andanças
e os seus primeiros êxitos em França pela mão de Mário Coelho. Fui Amigo de seu
pai o saudoso Roque Silva, toureiro e grande aficionado. Coloquei-o numa
novilhada no Montijo, com António Ferrera a favor do Núcleo da Cruz Vermelha. Por
isso mesmo, estas linhas antes de escritas foram bem pensadas.
Tive a oportunidade de escutar as declarações de Pedrito ao
Sol Toiros TV (Carlos Papafina) e essas declarações deram-me que pensar.
Perante o grande número de público na Carlos Relvas, deduzo que Pedrito ainda
têm esse condão de arrastar essas tais massas anónimas para o ver tourear.
No entanto algo nas suas declarações me levou a escrever
este artigo que não passa da minha opinião enquanto aficionado. Quem escutou as
declarações de Pedrito e não conhece o seu percurso, devia saber que não está
perante o toureio em que a sorte lhe foi madrasta, que não teve sorte, porque
arte e valor tinha... É que “Pedrito de Portugal” teve tudo ao seu alcance para
continuar e podia ser o “Pedrito do Mundo dos Touros”.

Na
Moita matou um touro como se isso em Portugal lhe valesse de algo. Valeu-lhe
uma fabulosa multa, porque no aspecto meramente taurino nada veio a acrescentar
senão uns dias nas páginas dos jornais e telejornais. Teve no entanto um alento
para relançar a sua carreira e no México, na praça de Insurgientes, a maior
praça do mundo, abriu a porta grande ao cortar duas orelhas a um touro e por ai
se ficou.
Não há muito fez-se algum ruído sobre o seu relançar da
carreira no Peru (Acho), que ficou por aí mesmo.
Pedrito disse nesta pequena entrevista que depois de Setúbal
tem mais uma corrida em Portugal e possivelmente mais uma em Espanha (?). Com
todo o respeito pelo profissional e em memória de seu pai, apenas posso dizer
que continua pelos vistos a ser o “Pedrito de Portugal” mas jamais será esse “Pedrito
do Mundo” taurino que todos ambicionávamos vir um dia a ter. Fernando Marques
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