
Foi para mim, a par de José Miguel Arroyo “Joselito”, o toureiro que mais me entusiasmou dos saídos nos anos oitenta da Escola de Madrid.
Apoderado então por Tomás Redondo, Yiyo que tinha triunfado fortemente em Madrid, via-se injustiçado pela sua não inclusão nos cartéis da praça madrilena.

Antoñete esteve em maestro com um lote pouco propício, José Luís Palomar cortou uma orelha e duas para José Cubero “Yiyo” que foram entregues à sua quadrilha.
Depois de uma faena apoteótica, “toreando de espacio” põe o público em delírio. Era o triunfo que procurava nessa tarde.
Perfilou-se para entrar a matar o “Burlero”, executando a sorte com pureza enterra o estoque até à empunhadura. Nesse mesmo momento perde a cara ao touro que se arranca já na agonia da morte. “Yiyo” quando se apercebe tenta correr mas “Burlero” prendeu-o pela axila e destroça-lhe o coração.
Um ano antes, em 26 de Setembro de 1984 o touro “Avispao” de Salayero e Bandrés matou Francisco Rivera Paquirri em Pozoblanco
José Cubero Sánchez nasceu em Bordéus, França, 16 de Abril de 1964
Ainda que nascido em França, por ser filho de emigrantes, sempre se considerou um toureiro madrileno do Bairro de Canillejas onde se criou, sendo aluno destacado de Escuela Nacional de Tauromaquia de Madrid. No mês de Março debutou com picadores em San Sebastián de los Reyes, onde compartiu cartel com Carlos Aragón e Antonio Amores. Esse mesmo ano encabeçou o escalafón de novilheiros e conseguiu o famoso Zapato de Oro de Arnedo.
Recebeu a alternativa a 30 de Junho de 1981 em Burgos das mãos de Ángel Teruel e com José María Manzanares como testemunha, com o touro «Comadrejo» de J. Buendía.
A sua confirmação foi a 27 de Maio de 1982 na Feira de San Isidro com José María Manzanares como padrinho e Emílio Muñoz como testemunha, com o touro «Bohemio» de Félix Cameno.
Saiu duas vezes pela Puerta Grande de Las Ventas, a 1 e 9 de Junho de 1983.
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