quarta-feira, 10 de julho de 2019

Coliseu de Redondo abre as suas portas para a primeira corrida de touros

A 2 de Agosto pelas 21 horas e 45 minutos, o Coliseu de Redondo abre as suas portas para a primeira corrida de touros organizada pela Associação Tauromáquica Redondense, no ano comemorativo do décimo aniversário da reinauguração deste "castiço" Coliseu. 


Uma temporada que promete competição entre os máximos triunfadores da temporada transacta, no cartel de homenagem ao saudoso MAESTRO JOAQUIM BASTINHAS, irá estar em disputa os prémios"Simão da Veiga Jr. para a melhor lide a cavalo" e "Miguel Capinha Alves para a melhor pega".
Irá competir nesta corrida enquadrada nas tradicionais festas de Ruas Floridas os cavaleiros e forcados.Cavaleiros:João Moura Jr., Marcos Bastinhas e António Prates.
Grupos de Forcados:Amadores de Ribatejo - capitaneados por Pedro Espinheira e Amadores de Redondo - capitaneados por Hugo Figueira.
E para completar este magnífico cartel, a comemoração dos 75 anos de uma das ganadarias de maior prestígio. A ganadaria ANTÓNIO SILVA irá marcar presença pela primeira vez no Coliseu de Redondo com um sério e imponente curro de toiros.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Do sensacionalismo da tragédia às boas notícias: João Moura Jr e José Luís Gonçalves

Com o sensacionalismo que é usual no CM, é noticiado na primeira página os acontecimentos taurinos deste fim-de-semana. 


João Moura Jr, com o Xeque-mate em Madrid
O jornal diário dá destaque de forma sensacionalista à colhida de João Moura Jr. e ao trágico fim da sua montada estrela, o Xeque-mate, um cavalo como o ferro de Romão Tenório. Lamenta-se e sobretudo o cavaleiro e o criador de tão excelente animal para o toureio. A final ao contrário do que muitos afirmam, o toureio é o jogar a vida em cada lance ou em cada sorte, seja a cavalo ou a pé. Aqui não se faz de conta. Isto não é um filme ou uma telenovela, aqui os acidentes acontecem e morre-se de verdade. 
Os espanhóis dizem e com razão que determinado tipo de jornalismo ‘es de basura’ e esta chamada à primeira página do CM com o titulo ‘HORROR na Festa Brava’ não é mais do que isso. Houve infelizmente casos como o de Ana Batista, Francisco Palha e os dois forcados. Será necessário um fim-de-semana com estes acidentes para que se passe a ter mais respeito por uma tradição secular. A meu ver é mais trágico aquilo que se passa em determinado desporto ou, actuações menos correctas em outras situações do nosso quotidiano. 
José Luís Gonçalves volta à arena do Campo Pequeno 
Destaque, destaque são as melhoras pelas quais José Luís Gonçalves está a passar. Ao fim de cinco anos do acidente sofrido no programa da TVI, o matador de touros português, ao qual sempre me ligou grande Amizade, está a recuperar para que, o seu discurso seja audível e coerente e movendo também os membros. Oxalá se recupere o Homem que nos deixou de forma indelével uma concepção do toureio pelo seu perfume que não esqueceremos a inolvidável crónica no ABC de Vicente Zabala (pai) aquando da sua actuação em Madrid. Tudo de bom Amigo porque o mereces depois de tanto sofrimento.

Vídeo da Corrida S. Pedro Montijo

Montijo - 28 junho 2019 - Rouxinol, Pablo Hermoso e Moura Caetano from Faenas TV on Vimeo.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Zamora – Porta Grande para Ventura e Galán e uma orelha para João Telles, frente aos touros de Romão Tenório.

Depois do triunfo do ganadeiro arronchense na passada feira de Plasência ao cortarem 10 orelhas aos seus touros, a ganadaria do Monte do Tavares era aguardada com expectativa na corrida de rejoneo do dia 30 de Junho na Feira de Zamora. 




Cortaram-se seis orelhas e um rabo aos murubes de Romão Tenório. Cifra que podia ser melhor se Diego Ventura não perde de cortar mais duas no seu primeiro por não acertar com o rojão. Do mesmo se pode queixar João Telles que podia ter cortado uma orelha ao seu primeiro. Do curro que viajou de Arronches destaque para o bravo segundo (de nome Malagueño aplaudido no arraste), quarto e quinto. 
Sérgio Galán andou desenvolto com o seu primeiro (depois do excesso de capotazos) entendeu que os terrenos do touro eram os médios e não os de dentro. Variado na lide que rematou com um rojão e cortou a primeira orelha da tarde. Com o segundo raiou a maior altura com um toureio mais ajustado, colocando-se de frente nas sortes e adornando-se com os ferros de palmo. Levou o entusiasmo aos ‘tendidos’ e cortou duas orelhas.
Diego Ventura esteve magistral com o bravo ‘Malagueño’ com uma lide em que sacou o ‘Lio’ e o ‘Remate’ para uma lide que levou o delírio às bancadas, pelo ajuste nas sortes levando o touro ‘cosido’ ao estribo das montadas. Estava servido o ‘prato’ para que Ventura passeasse as orelhas do touro. Falhou com o rojão e posteriormente com o ‘descabello’. Ficou-se por uma grande ovação e o touro aplaudido no arraste pelas ‘mulillas’. 
Com o segundo do seu lote Ventura soube pelo conhecimento dos terrenos, absoluto domínio das montadas e como dar a volta ao público, com uma lide em sacou ao encastado touro tudo o que este tinha para lhe oferecer. Sabia que o ‘Nazari’ tinha essa capacidade para sacar o touro dos terrenos de dentro e levá-lo ajustado para os terrenos onde deixou ferros de grande emoção e exposição. Contudo a loucura chegou às bancadas quando tirou a cabeçada ao ‘Dólar’ para deixar os pares a duas mãos, conduzindo a montada apenas com as pernas. 
Ventura fez história na praça de Zamora quando o público de pé pedia a duas orelhas e o rabo que premiaram uma grande lide, só ao alcance dos privilegiados.
João Telles teve a colaboração do primeiro do seu lote para o seu toureio mais clássico. Deixou bons apontamentos do toureio frontal, entradas com leves batidas e por vezes com reuniões de exposição. Perdeu com o rojão aquilo que podia ser a sua primeira orelha.
Não estava fácil para o cavaleiro da Torrinha, mudar o rumo dos acontecimentos depois da triunfal actuação de Ventura. Sacou dos galões de uma dinastia toureira, entregando-se para que o público vibrasse com sortes variadas, em especial com um grande ferro em sorte de violino. Esteve certeiro com o rojão. Com toureria num verdadeiro desplante, esperou que o touro tombasse aos seus pés. Como prémio do seu labor, o público exigiu que o presidente Miguel Cepeda lhe conceda uma orelha. (Texto e fotos - Fernando Marques)








quinta-feira, 13 de junho de 2019

João Borges - Manifesto 'Verdade e Integridade'

João Borges

Prezado Amigo,

Há alguns anos atrás deu-me a oportunidade de falar sobre o nosso grande projecto para a renovação do CAMPO PEQUENO. Aos microfones da sua rádio, falou um homem que sabia o que queria e o que não queria... . 

Realizámos e ultrapassámos naqueles anos seguintes tudo o que eu sempre quis, dotando Lisboa e a Tauromaquia de um espaço com condições excelentes. Foi com uma grande alegria e sentido de responsabilidade que vi, finalmente, reabrir ao público, a 18 de Maio de 2006, o projecto do NOVO CAMPO PEQUENO, para o qual me constituí como impulsionador primordial no seio da minha família.
Fui, de facto, eu, quem decidiu e fez decidir avançarmos com a grande obra da Novo CAMPO PEQUENO. Pouca gente o sabe, porque o meu temperamento impediu-me de andar a alardear presunção relativamente ao que fizemos. Sou assim, e nem sempre compreendido.
Há meses que vou procurando ajudar a desvendar aspectos legais e contratuais que constituem o quadro da protecção jurídica da nossa Cultura identitária, com eixo na Praça do CAMPO PEQUENO. Publiquei um extenso MANIFESTO intitulado “ Verdade e Integridade “, e espero poder contribuir para o movimento que terá que levantar-se entre todos os que se respeitam como portugueses, orgulhosos das suas raízes.
O Mal que nos foi feito nestes anos não nos matou, mas quase. Gente desleal e traidores irresponsáveis passaram a movimentar-se livremente, levados ao colo, em ombros até, pela ingenuidade e bom carácter, quase inocência, de tantos aficionados que foram, de facto, convencidos, de que o CAMPO PEQUENO só seria salvo pela “mão zelosa” de quem acabava de “desembarcar” na Festa e nada sabia dela, apoiados na equipa da casa. Enfim, asneiras.
O meu avô madeirense, João Maria, dizia uma coisa com graça - “ A Inteligência é a Esperteza com asas..., e a Esperteza é a Inteligência com patas... “ .... . Tem pontificado a Esperteza, e a falta de Ética no ambiente taurino,...e a Estética, que é essencial, tem que ser urgentemente resgatada das mãos dos ignorantes e verdadeiros adversários da Tauromaquia Nacional. Eles andam entre nós, presumindo e “mandando” sem carácter, e sem a devida elevação.
Em 2017..., fui empurrado para assistir à Corrida dos 125 anos, e devo confessar que saí envergonhado com tanta falta de gosto e desrespeito pelo novo CAMPO PEQUENO.
O que lá vi passar-se traduz um baixíssimo conceito do que deve ser oferecido ao nosso respeitável Público. Uma autêntica TAUROTRAPALHADA, deixada à pseudo-gestão de uma equipa à deriva. O nosso esforço de promotores merece RESPEITO. E não tem havido o respeito que é devido, a nós, e, sobretudo, ao nosso Público.
O ano passado, pude decidir voltar atrás e começar a preparar um conjunto de medidas que têm que nos libertar das “espécies invasoras”, que tomaram de assalto, uma empresa concessionária, a nossa sociedade promotora, detentora de um enorme valor empresarial, mas que o seu accionista Millennium BCP tudo fez para deitar abaixo.
Esqueceram-de da responsabilidade do Contrato Público, de longo prazo, 99 anos, que foi a base jurídica da nossa decisão de investir e realizar a nossa grande obra.
O BCP nada mais fez que comprometer-se a apoiar-nos como BANCO EXCLUSIVO. E NÃO CUMPRIU COM AS SUAS OBRIGAÇÕES, ao mesmo tempo que no sistema bancário os “grandes amigos” eram financiados para nada realizarem, ...e sem sequer prestarem garantias pessoais.
De facto, o meu JB não se confunde com o JB de JOE BERARDO, esse magnata do reino dos basbaques a que o nosso país chegou.
Os que roubaram e nada fizeram fôram profusamente condecorados. Nós, que nos endividámos, que promovemos e concretizámos, fomos tratados de modo vergonhoso, e recebemos a COMENDA do GRANDE DESGOSTO.
Neste momento, deixo-lhe aqui registado, como cidadão, que este assunto não ficará como pensam aqueles que tanto mal têm feito ao CAMPO PEQUENO, e à Tauromaquia Nacional. Estamos proibidos de pactuar com traidores. Os verdadeiros aficionados terão que estar unidos, com inteligência e critério, e forte consciência e sentido crítico.
Contarei sempre com o meu Prezado Amigo, entre aqueles que se destacam pela VERDADE e INTEGRIDADE. São essenciais estes pilares, entre todos aqueles que ainda se lembram de ser portugueses.
Vamos a animar e a pôr grande dinamismo nas nossas acções. Temos que tocar a UNIR.
Um Forte Abraço,
PS: Está, óbviamente, autorizado a retransmitir o conteúdo desta minha missiva a toda a gente de BEM que conheça.