sexta-feira, 15 de abril de 2016

Campo Pequeno - Frustração com Salgueiro e triunfo de João Telles


"Salgueiro acusou um tanto o seu largo período afastado das arenas"

 O regresso de João Salgueiro afastado das arenas desde a temporada de 2014, era um dos principais atractivos para a primeira corrida de abono desta temporada no Campo Pequeno.
Uma corrida concurso de ganadarias que resultou num êxito para João Telles, que deu duas voltas à arena e Manuel Manzanares, que deu uma volta à arena depois da lide do seu primeiro. Lidaram-se exemplares de Pinto Barreiros, David Ribeiro Telles, Santa Maria, Murteira Grave, Veiga Teixeira e um sobrero de Santa Maria. No início do festejo fez-se silêncio em memória dos ganadeiros Fernando Palha e Manuel Coimbra. Os touros de Pinto Barreiros e David Ribeiro Telles compartiram o prémio ao Touro Mais Bravo do concurso (…).


(Francisco Morgado - in mundotoro|fotos-Pedro Batalha)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

E chegou "Cobradiezmos" de Victorino Martín, que não só foi indultado, como salvou a feira no plano ganadero

Quando a Feira de Sevilha estava em plano ganadero muito por baixo, eis que aparece no ruedo da Real Maestranza o touro "Cobradiezmos" de Victorino Martín. Este exemplar do ganadero da Gualapagar, ficará para a história como outros da sua ganadaria. Foi o exemplo do touro perfeito, sem um mas... fosse de quem fosse. Foi um animal com hechuras, bravo, encastado, nobre, que humilhava como a cara por baixo, com o focinho a abrir sulcos no dourado albero sevilhano e a fazer o avião seguindo a muleta até ao final. O triunfo do ganadero e de Manuel Escribano. Sem demérito para o toureiro mas, gostariamos de ter visto este touro ser lidado por outro toureiro, com outro conceito. "Cobradiezmos" não só salvou a Feira de Sevilha de 2016, como deu nesta altura, um grande contributo à Festa dos Touros.

"Manuel dos Santos - O Homem e o Toureiro" apresentado no Centro Interpretativo Tauromáquico de Monforte

Não sou muito dado a protagonismos. Gosto de estar no meu canto tranquilo e desfrutar da Festa. Da Festa que eu amo, não desta actual. Daí o meu afastamento de muitas das touradas. Há no entanto coisas na vida às quais não podemos dizer que não. Quando o meu amigo Sérgio Batista me telefonou, há já algum tempo, para fazer a apresentação no Centro Interpretativo Tauromáquico de Monforte do livro "Manuel dos Santos - O Homem e o Toureiro", da autoria de seu filho Manuel Jorge dos Santos, disse de imediato que podia contar comigo.
Isto, porque o aficionado que sou hoje, deve-se precisamente ao meu encontro prematuro com a figura incontornável de Manuel dos Santos. Nascido e criado até aos 13 anos em Estremoz, com as influências que sofri nesse meio, hoje seria concerteza um aficionado incondicional à tourada à portuguesa. Não a renego, mas confesso-me acima de tudo, aficionado ao toureio a pé. Ao toureio eterno, de onde bebeu e continua a beber toda e qualquer forma de expressão artística nas arenas do mundo taurino.
Daí ter começado a minha intervenção na apresentação desta obra, com uma declaração de interesses, para que não houvesse dúvidas que não estava a falar com paixão de Manuel dos Santos, por uma questão de gentileza perante este acto.
Abreviando, para não ser juiz em causa própria, o meu encontro deu-se com Manuel dos Santos, precisamente quando tinha 12 anos (já no seu regresso às arenas em 1960) e o meu pai, natural de Montijo, levou-me a ver uma corrida pelo São Pedro em que toureou Manuel dos Santos e Curro Girón, frente a touros de Oliveiras. Para uma criança como eu, que podia ficar indiferente ao que se passava na arena, aquilo mexeu comigo. Foi uma sensação estranha ver a figura de Manuel dos Santos, com uma muleta, submeter o touro naquelas semi-circunferências, como que enroscando o animal ao seu próprio corpo. Aquele conjunto de homem/artista e o animal bravio, causou-me sentimentos pouco comuns para uma criança. Eu queria um dia ter coragem para fazer aquilo. Vestir aquele facto a brilhar à luz do sol de Junho e escutar os aplausos das gentes em delírio.
Quis o destino que no ano seguinte, por questões profissionais do meu pai fosse viver para o Montijo. Nessa terra de aficionados como Amadeu Augusto dos Santos, José Salgado de Oliveira, António Tavares Jr., Isidoro Maria de Oliveira, António Rasteiro ou Joaquim Lucas, fui bebendo ensinamentos e a relacionar-me com toureiros.
Manolo Corrêa Flores, esse espanhol de Puerto de Santa Maria, amigo e companheiro de jornadas - com idade para ser meu pai - ensinou-me a pegar num capote e numa muleta. Ensinou-me os mandamentos básicos do toureio e a técnica, mas faltou-me o valor e a arte de Manuel dos Santos.
Aqui em Monforte nesta tarde, perante o filho do meu ídolo, do Presidente da Câmara de Monforte, de José Tinoca (um dos bandarilheiros da “Quadrilha Maravilha” de Manuel dos Santos em conjunto com Manuel Barreto e Manuel Badajoz), Paulo Caetano, do meu querido Amigo Vitor Escudero e demais aficionados, senti-me como um velho toureiro que, passados muitos anos, confirmava a sua alternativa num ruedo importante.
Obrigado a todos pela paciência que tiveram em escutar-me falar de Manuel dos Santos. Falar do toureio, do empresário e ganadeiro e, sobretudo, agradecer como aficionado a Manuel Jorge dos Santos, o plasmar em livro as suas vivências com o seu progenitor e recordar-nos quem foi como toureiro. Como bem disse o autor de "Manuel dos Santos - O Homem e o Toureiro", esta obra se mais não fôra, serve para avivar a memória dos velhos aficionados e lembrar aos mais jovens quem foi seu pai e a importância que teve como figura do toureio mundial e empresarial.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Forcados de Arronches em Laujar de Andarax (Espanha)


Corrida das Bandarilhas a 30 de Abril em Estremoz

A renovada Praça de Touros de Estremoz, recebe no dia 30 de Abril, pelas 17 horas, a tradicional Corrida de Touros por ocasião da FIAPE.
Na Segunda Corrida das Adegas, um confronto inédito na arena de Estremoz, com os cavaleiros, Luís Rouxinol, Filipe Gonçalves e Marcos Bastinhas a disputarem o troféu para o melhor par de bandarilhas.
Também nas pegas a competição está garantida, com os Forcados Amadores do Ribatejo, Monforte e Redondo a disputarem o prémio para a melhor pega.
Serão lidados seis impressionantes touros da divisa de José Luís Vasconcellos e Souza d'Andrade.

Os políticos do "contra tudo" aos poucos querem acabar com a Festa. Cáceres corre o risco de não ter corridas em 2016.

O Ayuntamiento de Cáceres votou na passada 2ª-feira contra a concessão de ajuda económica (40.000,00€) à futura empresa concessionária da praça. Esta ajuda estava incluída na adjudicação da praça de Cáceres e que os responsáveis políticos desta cidade tornaram público. Agora deram o dito por não dito (como é habitual nesta classe cada vez mais desacreditada) e os três partidos da oposição: PSOE, Ciudadanos e Cáceres Tú, votaram contra. Estes senhores não têm em conta o prejuízo que causam à economia local durante às suas festas de San Fernando e San Jorge, quando milhares de pessoas (espanhóis e portugueses) se deslocam à cidade estremenha para ver as corridas de touros.
Entretanto o Governo da cidade (PP) apresentará um recurso contencioso administrativo nos tribunais, por estes invadirem as competências do executivo do ayuntamiento.

Conseguir, ou não, a décima primeira Porta do Príncipe…

Diego Ventura não precisa de mais um grande triunfo na Maestranza para se afirmar como figura. Já foram 10 as vezes que se abriu para ele a Puerta del Principe, a porta sonhada, mas na sua última actuação neste Feira de Sevilha esteve muito perto de alcançar esse novo desiderato.
A lide ao seu primeiro de Bohórquez foi de prémio gordo, e por isso nas suas mãos o Aguacilillo depositou as duas orelhas. As suas montadas continuam a fazer as delícias dos aficionados ao cavalo como foram os casos de Nazari, Ritz ou Sueño. Para a história não contará a 11ª porta dos sonhos de Sevilha mas, para a próxima será...

terça-feira, 12 de abril de 2016

CARTAZ DE TOUROS



Apresentação em conferência de imprensa da Tourada de dia 14 de Maio em Elvas

A empresa organizadora da tourada a realizar no dia 14 de Maio no Coliseu "Rondão Almeida" em Elvas, vai apresentar em conferência de imprensa o cartel desta corrida.
O acto será na Albergaria Jardim na Av. 10 de Junho em Elvas (estrada para Badajoz) no próximo dia 15 de Abril (sexta-feira) pelas 19 horas.

sábado, 9 de abril de 2016

Festival de Arronches – A pouca emoção só chegou com o 6º exemplar da tarde

Mesmo tratando-se de um festival benéfico, os ganadeiros deveriam ter um pouco mais de cuidado no envio dos seus exemplares.
De seis hastados entre novilhos, um touro e outro com seis anos, houve pouca casta e pouca apresentação, à excepção do novilho de Murteira Grave que estava bem apresentado.

Com tempo a ameaçar chuva mesmo assim a praça de Arronches foi-se compondo e chegou a 1/3 de praça preenchida pelos aficionados que, no final saíram molhados e decepcionados com este festival pelo comportamento das reses dos ganadeiros José Lupi, Rio Frio, Santos Silva, Charrua e Grave.
Ana Batista pouco ou nada pôde fazer perante o manso a procurar tábuas que José Lupi enviou. Deixou patente os seus conhecimentos da lide e apontar um ferro de mais emoção.

Com o segundo com ferro de Rio Frio, um novilho a procurar os terrenos de dentro, Brito Paes esteve em plano regular, sem atingir grandes momentos de toureio.
Duarte Pinto aproveitou uma melhor condição do de José Lupi para ter uma actuação de menos a mais. Começando com toques na montada mas vindo a subir o nível da sua actuação.
Gonçalo Fernandes começou com a intenção de uma porta gaiola com o de Santos Silva, um touro com 6 anos e escorrido de carnes, que teve bondade e permitiu uma lide movimentada e variada a Gonçalo Fernandes.

Perante a “vergonhosa” apresentação e a falta de força (caiu prostrado várias vezes), pouco pode fazer Tomás Pinto.
Francisco Núncio que prestava prova para cavaleiro praticante, esteve diligente perante o novilho de Murteira Grave com presença e génio, que aproveito com lide movimentada e uma boa prestação até o novilho se “rachar” e ir para tábuas.
Os Amadores de Arronches pegaram através de Gonçalo Pires à 5ª tentativa e Duarte Gato à segunda. Por Monforte pegaram João Falcão à primeira e António Ferreira à primeira. Pelos Amadores do Redondo pegaram Carlos Cabral à 1ª e Renato Cristo à 2ª, o novilho de Grave que custou imenso a sair das tábuas quando a chuva começava a cair com grande intensidade.