segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Porta Grande para José Garrido em Hagetmau (França)

O novilheiro estremenho José Garrido - apoderado por António Ferrera/El Tato -que no passado sábado acompanhou João Augusto Moura como amigo na actuação do português na Terrugem, triunfou hoje em Hagetmau (França) ao cortar quatro orelhas aos novilhos de La Quinta. Alternou com Borja Jiménez (uma orelha) e Fernando Rey que foi silenciado. Garrido e o maioral de La Quinta saíram a ombros da praça francesa

Íscar (España) – Triunfo de Miguel Moura

Miguel Moura foi o triunfador da corrida de rejoneo com que encerrou a Feira de Iscar, ao cortar três orelhas.
Segundo a imprensa espanhola foi o triunfa do juventude com Ginés Cartagena (filho) a cortar uma orelha e Manuel Moreno que não teve acerto com os rojões de morte a escutar aplausos.

Novo triunfo de Diogo dos Santos no Peru

Diogo dos Santos, o matador de touros português radicado no Peru, continua na senda dos triunfos, consolidando passo-a-passo o sonho de um dia se vir a impor nesta dura profissão.
O novo triunfo teve lugar em Ollaechea (Puno) no dia 3 de Agosto, com praça cheia, cortando quatro orelhas e conquistando o Escapulário ao triunfador como matador. Lidaram-se touros de Pilar Achacota e Santa Rosa de Achaco. 
Diogo Santos (2 orelhas e 2 orelhas) alternou com Juliám Simón (ovação e ovação), Luis Miguel Amado (ovação e ovação)



Pedrito… o “Desejado”



Regressou às arenas portugueses (Setúbal) o matador de touros Alexandre Pedro “Pedrito de Portugal”, assim o baptizou um dia João Mascarenhas.
Pedrito de Portugal teve, e ao que parece continua a ter, esse não sei quê que arrasta as massas, o que é diferente dos aficionados que infelizmente ao toureio a pé somos poucos.
Conheço o Pedro desde miúdo quando se iniciou nestas andanças e os seus primeiros êxitos em França pela mão de Mário Coelho. Fui Amigo de seu pai o saudoso Roque Silva, toureiro e grande aficionado. Coloquei-o numa novilhada no Montijo, com António Ferrera a favor do Núcleo da Cruz Vermelha. Por isso mesmo, estas linhas antes de escritas foram bem pensadas.
Tive a oportunidade de escutar as declarações de Pedrito ao Sol Toiros TV (Carlos Papafina) e essas declarações deram-me que pensar. Perante o grande número de público na Carlos Relvas, deduzo que Pedrito ainda têm esse condão de arrastar essas tais massas anónimas para o ver tourear.
No entanto algo nas suas declarações me levou a escrever este artigo que não passa da minha opinião enquanto aficionado. Quem escutou as declarações de Pedrito e não conhece o seu percurso, devia saber que não está perante o toureio em que a sorte lhe foi madrasta, que não teve sorte, porque arte e valor tinha... É que “Pedrito de Portugal” teve tudo ao seu alcance para continuar e podia ser o “Pedrito do Mundo dos Touros”.
 Apoderado em Espanha por um Senhor de seu nome Vitoriano Valência, toureou nas primeiras praças de Espanha e da América, esteve nas feiras mais importantes… mas com o touro, touro, veio a menos. Com o falecimento de seu pai, um endeusamento descabido, em especial junto do jet-set - que não aficionados - promovido por uns quantos que depois se viriam a afastar. Mal aconselhado foi-se apagando do estrelato. Porque nisto do touro o Homem quer, Deus dispõe e o touro descompõe… O balão esvaziou. As oportunidades eram cada vez menos e Pedrito foi caindo no esquecimento. 
Na Moita matou um touro como se isso em Portugal lhe valesse de algo. Valeu-lhe uma fabulosa multa, porque no aspecto meramente taurino nada veio a acrescentar senão uns dias nas páginas dos jornais e telejornais. Teve no entanto um alento para relançar a sua carreira e no México, na praça de Insurgientes, a maior praça do mundo, abriu a porta grande ao cortar duas orelhas a um touro e por ai se ficou.

Não há muito fez-se algum ruído sobre o seu relançar da carreira no Peru (Acho), que ficou por aí mesmo.

Pedrito disse nesta pequena entrevista que depois de Setúbal tem mais uma corrida em Portugal e possivelmente mais uma em Espanha (?). Com todo o respeito pelo profissional e em memória de seu pai, apenas posso dizer que continua pelos vistos a ser o “Pedrito de Portugal” mas jamais será esse “Pedrito do Mundo” taurino que todos ambicionávamos vir um dia a ter. Fernando Marques

domingo, 3 de agosto de 2014

Terrugem – Forcados e novilheiro João Augusto Moura, o mais destacável da noite

Grupo de Forcados de Arronches vencem o prémio para a melhor pega através de João Rosa


Tenho uma grande simpatia pela praça da Terrugem, em especial depois da sua renovação liderada pelo meu saudoso Amigo, Francisco Botelho Neves. Nos anos em como amigo ajudei o grupo de toureiros cómicos “Os Medrosos do Montijo” estes actuaram nesta praça algumas ocasiões para angariação de fundos para a renovação da praça, e sempre fomos bem recebidos pelas gentes da Terrugem.
Gilberto Filipe num ferro menos ajustado
 Nestes últimos anos em que não sei se pela idade, que vai avançando, ou o pouco interesse da grande maioria dos cartéis, esta é sempre uma das poucas praças onde estou presente, desde que vim de “armas e bagagens” para este Norte Alentejano. Dizia-me há dias um Amigo e empresário duma praça alentejana, que é necessário dar oportunidades aos novos. Essa é uma realidade, como não deixa de o ser, verificarmos em especial nesta altura da temporada, quantos dos novos (e alguns já não tão novos) têm essa oportunidade…e são bastantes.
A pega de João Rosa, vencedora do prémio
A empresa “Toiros +” montou esta tourada na Terrugem tendo como base o concurso de pegas e a coragem de no cartel incluir o toureio a pé.
Não começou com bom pé a montagem do cartel, no qual teve que entrar depois Ana Batista. Se as coisas começaram assim, pior ficou com o atestado médico apresentado por Ana Batista que não lhe permitiu estar presente, ficando o cartel algo estranho. Não sei o que se podia fazer mas, seria lógico que em vez dos cavaleiros Gilberto Filipe a Marcelo Mendes lidarem três touros cada, o novilheiro João Augusto Moura lidasse ele dois novilhos. Esta é a simples opinião do aficionado sem saber se era ou não possível, mas que o cartel estava mais equilibrado isso é indesmentível. Se a tudo isto acrescentarmos que o mais destacado da noite foi a actuação de João Augusto Moura, que nos deixou com o mel na boca… digo eu confesso aficionado ao toureio a pé.
Marcelo Mendes o bom...e menos bom!
Os touros de São Torcato (Joaquim Alves-antes Simão Malta), bem apresentados, desiguais de comportamento, mas houve exemplares a quem os cavaleiros podiam ter tirado mais partido. Aqui voltamos à velha questão: oportunidades aos novos mas também é necessário aproveitá-las. E isso não aconteceu. Pouco ou nada ficou para lembrar das suas actuações. Para mim retenho dois ferros curtos de Marcelo Mendes e pouco mais. Porque no resto houve pouco temple nas sortes. Gilberto Filipe andou aliviado com os quarteios muito abertos e pouco ajustado nas reuniões. Para quem dispôs de três touros cada… foi muito pouco.
Bonita meia verónica de João Augusto


Bem apresentado, agradável de cara o exemplar da Torre do Onofre que João Augusto Moura, recebeu à verónica no capote, rematando com meia. Faena assente, aproveitando ambos os pitons, com bons momentos com a mão esquerda. 



Pela direita de mão baixa

O novilho transmitia pouco, humilhava de principio mas acabava o muletazo com a cara por cima e pouco recorrido. João baixou-lhe a mão e templou as melhores investidas. 
Ficou-nos o mel na boca que outro novilho mais, vinha rematar possivelmente a sua reaparição por estas paragens.

O novilho empregue num natural







Quanto aos grupos de Forcados de São Manços, Arronches e Elvas, estiveram à altura dos seus pergaminhos. Conquistou o prémio o grupo de Arronches com a pega de João Rosa ao primeiro do seu lote, porque o júri assim o entendeu na sua votação livre e democrática.

Não faltou o apoio aos forcados de Arronches

A figura dos novilheiros José Garrido com João Augusto

O ganadeiro Francisco Luis Caldeira

Joaquim Alves atento ao comportamento dos  seus touros

A empresa Toiros + na entrega do prémio a João Rosa 





Caetano, de novo em GRANDE…

...em GRANDE, talvez seja pouco, para o elevado triunfalismo que João Caetano alcançou nas suas actuações na monumental Carlos Relvas, em Setúbal.
Frente a toiros com trapio de Cunhal Patrício, João Moura Caetano, obteve actuação de superior nível no seu primeiro, onde com verdade nos compridos, de largo, deixando-se ver, partiu para a segunda parte da lide de sonho, nos curtos, com emoção, saber e de forma muito artística, Caetano arrancou o público do cimento das bancadas em uníssono retribuíram-lhe uma elevadíssima ovação.
No seu segundo, foi um Caetano emotivo, com responsabilidade, mas de novo com muita entrega. O de Cunhal Patrício já não foi tão colaborante, e isso até serviu de tónico para o calção de Monforte mostrar que é vasto de argumentos, de montadas, de arte e técnica.
Caetano, no seu melhor, certamente nos grandes acontecimentos de 2014, com projecção para 2015. Marco António Gomes

sábado, 2 de agosto de 2014

Forcados com descontos no Campo Pequeno na corrida de 7 de Agosto

Os grupos de forcados filiados na Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF) beneficiarão de um desconto de 50 por cento para qualquer lugar dos sectores 1 e 2, na compra de 25 ou mais bilhetes, na corrida de 7 de Agosto no Campo Pequeno, a tradicional “Corrida do Emigrante”.
Esta promoção, na corrida em que o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa comemora 70 anos de actividade, acresce à habitual promoção de Verão, que apresenta preços em geral 15 por cento abaixo da tabela normal.
A empresa decidiu, entretanto, cancelar a corrida anunciada para dia 28 de Agosto e os toiros que deveriam ser lidados (Manuel Veiga) passarão para a corrida de 21 de Agosto (Concurso de Pegas).
O cancelamento da corrida deveu-se à persistência da crise económica que levou as famílias a reduzirem substancialmente as suas despesas em bens e serviços culturais, assim como ao facto de a empresa considerar não estarem reunidas as condições que permitissem apresentar um espectáculo tauromáquico, em linha com a importância da Praça de Toiros do Campo Pequeno.
Os toiros inicialmente apartados para a corrida de 21 de Agosto (António Silva), não serão lidados pois três deles lesionaram-se e, para que a corrida não viesse “partida” para Lisboa, o representante da ganadaria, Zé André, preferiu não a apresentar este ano no Campo Pequeno, para preservar a excelente imagem deixada nas temporadas anteriores.

VIDEO - Pedrito de Portugal em Setúbal

Cortesia FER TV

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

VIDEO - Vale a pena ver esta preciosidade. Um corrida invulgar com figuras do toureio.

Portugueses em Espanha


Num cada vez mais restrito acesso a lugares em cartéis em Espanha, pela redução do número de espectáculos e do consequente aumento de rejoneadores, é quase um acontecimento, portugueses a integrarem cartéis. Isto só é possível por estarmos no mês de Agosto. 
Francisco Palha estará presente na corrida de rejoneo que terá lugar em Tordesillas nas Festas em Honra da Virgen de La Peña, no dia 16 de Agosto, alternando com Álvaro Montes e Leonardo Hernández, na lide de touros de Castillejo de Huebra.
Por sua vez em Villacañas (Toledo) na tradicional Feira de Agosto, estarão presentes dois portugueses. No dia 10 de Agosto, António João Ferreira (apoderado pela empresa) vai alternar numa corrida de touros com Salvador Barberán e Emílio Huertas na lide de touros de Apolinário Soriano y Sorando. Na corrida de rejoneo no dia seguinte (11 de Agosto) nesta mesma praça, Ana Rita participa num festejo de rejoneo com “El Cartagenero” frente a reses de Valdemoro