sábado, 9 de setembro de 2017

D. Benito todos a ombros. Marcos Bastinhas ao lado de Pablo Hermoso e Lea Vicens pela Porta Grande


A bonita Praça de Touros da D. Benito (Mérida) viu a sua lotação ficar-se por cerca de meia casa para assistir à Corrida de Rejoneo em que o português Marcos Bastinhas tinha que ombrear na lide de touros de Sánchez y Sánchez (puro encaste Murube-Urquijo) com Pablo Hermoso de Mendonza e a francesa Lea Vicens.

Dos quatrenhos vindos de Salamanca destacou-se o lidado em terceiro lugar, com um “tranco” absolutamente incrível. Serviram os restantes sendo o primeiro e quinto algo mais reservados, e cujo peso rondou entre os 450 e 500 quilos.
Pablo Hermoso trouxe para esta corrida de rejoneo não os cavalos estrelas da sua quadra, mas os de segunda fila que deram conta do recado. No primeiro cortaria uma orelha com uma lide menos redonda, destacando-se os galopes a duas pistas com inversão por dentro, e um rojão algo caído mas fulminante.
No seu segundo Pablo esteve mais entregue, com uma lide dentro daquilo que são os seus melhores atributos e, ao rematar com outro rojão desta vez bem colocado, cortou duas orelhas.
Marcos Bastinhas tinha sobre os seus ombros a responsabilidade de representar o toureio à portuguesa, em contra-posição ao toureio muito ligado de adornos e recortes do rejoneo. Quando o de Elvas perante um touro com alguma dificuldade de locomoção, citou de largo, deu vantagem ao touro e entrou de frente, fez saltar o público nas bancadas.Com a sua raça e entrega que lhe são peculiares, esteve com muito acerto na eleição dos terrenos e nas distâncias. Rematou a lide com um grande par a duas mãos muito aplaudido. Pinchou no primeiro intento e fez rodar o touro sem puntilla, que caiu a seus pés, cortando a primeira orelha.
Perante o segundo foi uma lide entre duas águas, pois de início o touro permitiu algum luzimento, para depois se parar mais, sendo necessário atacar o touro para lhe provocar a investida e moderar as batidas para não tirar o touro da jurisdição. Desta feita Marcos colocou um rojão certeiro logo à primeira entrada, defrontando um presidente algo “caciqueiro” que demorou a conceder a merecida segunda orelha.

Menos exigente foi com a francesa Lea Vicens mas já lá vamos. A Lea tocou o melhor touro do encierro de Sánchez y Sánchez, que aproveitou numa lide com muito movimento e ligação. Permitindo o touro quase uma volta ao ruedo da praça estremenha num tranco incrível num galope a duas pistas. A francesa que tem muito nas suas lides da "Casa dos Irmãos Peralta", abusou na submissão das montadas com o número do caballito, em vénias desnecessárias. Uma coisa é ter as montadas submetidas, outra é serem quase "humilhadas" com estes números.
 Pesada com o rojão e sobretudo com quatro descabellos, ficou-se por uma generosa volta, concedida pelo público.
Com o segundo do seu lote o registo foi mais do mesmo. Exagerando nas entradas com quarteios muito abertos, mais próximos de ferros à meia-volta. 
Depois de colocar o rojão o touro tardou a dobrar, escutando um aviso (parou depois o relógio), intentos de descabello e por fim o touro dobrou. Aqui sim tivemos um presidente muito pronto a colocar os dois lenços para a concessão de duas orelhas “pueblerinas” para que saísse também a ombros sem fazer méritos para tal.
Uma nota para a forma simpática como o empresário José Cutiño e a sua equipa, cuida da imprensa portuguesa. Da nossa parte para além da amizade, o agradecimento pela forma como nos distinguiu ao colocar-nos no burladero da empresa, para realizarmos o nosso trabalho.
















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