quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Portalegre - reportagem fotográfica

A Praça de Touros de Portalegre recebeu a tradicional tourada integrada nas Festas das Cebolas. Um cartel com gente jovem para proporcionarem um bom espectáculo, frente aos touros do ganadeiro Paulo Caetano. As fotos das lides e das pegas são da autoria de Maria Mil Homens, as quais agradecemos.























segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Sociedade Moitense de Tauromaquia S.A., não atribui prémios da Feira da Moita-2017

O Conselho de Administração da Sociedade Moitense de Tauromaquia, SA., em comunicado de imprensa emitido para as redacções dos órgãos de comunicação, anuncia que "em virtude do momento de pesar que vivemos pela morte do Forcado Fernando Quintela, decidiu NÃO ATRIBUIR nenhum Prémio relativo "À FEIRA TAURINA DA MOITA - 2017".

Ao mesmo tempo revela que "o novilheiro Luís Silva , aluno da Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita, triunfou ontem em La Algaba ( Sevilha ), cortando uma orelha .

Ventura e o indulto de "Perdido" de Los Espartales

O Projecto “Tauromaquia Cultural de Portugal” foi o vencedor do processo candidato ao Orçamento Participativo do Governo Português

O crítico taurino Francisco Morgado escreve no site Mundotoro que “ O projecto “Tauromaquia, Património Cultural de Portugal” é o grande vencedor do Orçamento Participativo de Portugal”. Acrescentando que com “este processo o governo português colocou em marcha o testar a opinião pública a diversos projectos que foram apresentados por distintos sectores e que foram votados pelos cidadãos através da internet”.
Destaca o jornalista português que neste caso a “Prótoiro e a Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal, apresentaram este projecto com o objectivo de levar a tauromaquia a ser considerada Património Cultural Inmaterial no nosso país.
Terminando por escrever que “ao sair vencedor este projecto, começa o processo de blindagem da tauromaquia por um período nunca inferior a dois anos, o que pode supor uma defesa forte contra os ataques”.

A morte de mais um forcado. A vida é mesmo assim.Subsequente ao nascimento haverá sempre uma morte

Muito se tem escrito e falado pela morte de dois forcados no espaço de quinze dias. Agora de cabeça mais fria, com os sentimentos mais refreados e os batimentos cardíacos normalizados, é tempo de exprimir a minha opinião… que vale o que vale.
A morte em especial de um jovem é sempre de lamentar e, se for um dos nossos, maior é o sofrimento por essa perca.

(A Pega num desenho do pintor espanhol  López Canito)
Recordo quando tinha 18 anos e comecei a envergar a jaqueta dos Amadores da Tertúlia Tauromáquica do Montijo, com o cabo Renato Dias que sucedeu ao Carvalheira pela cisão na Tertúlia e a formação dos Amadores, que tanto eu como o meu falecido irmão, com menos três anos do que eu, saíamos de mala com o fardamento e a minha mãe ficava a arrumar os santinhos, acender as velas e rezar para que nada nos acontecesse.
O meu pai que sempre foi muito pragmático dizia-lhe “Oh mulher deixa os rapazes fazerem aquilo que gostam. Se tiver que acontecer alguma coisa é porque está destinado que assim seja”. E as mazelas foram poucas (uma bandarilha na cara, um pé, um joelho, umas costelas, enfim)…mais sentidas agora com a idade mais avançada.
A vida é assim mesmo. Todos sabemos que há profissões, desportos e paixões como pegar touros que envolvem certo risco mas, a vida só por ela, é bonita mas cheia de riscos.
Basta recordar todos os que se puseram à frente de touros como cavaleiros, matadores ou forcados e que vieram a falecer de forma brutal ou outras vezes incompreensível. O caso mais recente, felizmente sem falecimento o do José Luís Gonçalves, que se colocou à frente dos touros e veio a sofrer um acidente estúpido num estúdio de televisão.
Tenho para mim que há que desdramatizar estas situações. Foi mais um acidente igual àqueles que, quer na estrada, ou noutro lugar qualquer, levam a vida de jovens. A única diferença é que estes dois falecimentos foram de forcados. Morreram a fazer aquilo que mais gostavam: Pegar Touros! 

PAZ ÀS SUAS ALMAS

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Com meia praça preenchida a Daniel do Nascimento recebeu a tourada de maior espectativa desta feira. Com um cartel onde António Telles com uma grande temporada era a figura maior, na companhia de Rui Fernandes, Filie Gonçalves e Joaquim Brito Paes. Para pegarem os exemplares de Veiga Teixeira (a imporem grande estoicismo) o Aposento da Moita. (Reportagem fotográfica de Maria Mil Homens).







quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Salamanca - Triunfos de Juan Del Álamo e Juli

Plaza de toros de La Glorieta, Salamanca. Tercera de la Feria de la Virgen de la Vega. Lleno aparente. Toros de Domingo Hernández y Garcigrande (4º, 5º y 6º), bien, aunque desigualmente presentados. Destacó el bravo 5º, toro importante y completo en todos los tercios. Con transmisión también 2º y 4º. Hierro de Domingo Hernández - España El Juli, ovación y dos orejas. Juan del Álamo, oreja y dos orejas. Roca Rey, ovación tras aviso y ovación.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O matador de touros e empresário Fernando Santos homenageado pelo Município de Alcobaça

O Antigo matador de toiros e Empresário Fernando dos Santos, foi na passada segunda-feira dia 11 de Setembro, justamente homenageado pela Câmara Municipal de Alcobaça, Concelho onde nasceu, mais precisamente na localidade de Póvoa de Alcobaça. 


Foi-lhe entregue pelas mãos do presidente da Câmara, o Exmo. Sr. Paulo Inácio, uma medalha de mérito e honra, por todo uma vida de serviço prestados à Cultura Portuguesa.
Rodeado da família e de amigos, confraternizaram num almoço, de onde seguiram para a câmara de Alcobaça onde teve lugar a homenagem.
Algumas das mais ilustres figuras da nossa tauromaquia estiveram presentes, também eles para simbolicamente homenagear o amigo.
Durante a entrega da medalha, fizeram uso da palavra, o conhecido jornalista Maurício do Vale e o Padre Vitor Melicias.





segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Portugueses em Espanha no fim-de-semana

Guádalix de la Sierra (Madrid). Novilhos de Benita Sanz Colmenarejo. Rui Fernandes, ovação em ambos; e Mario Pérez Langa, dos orelhas e volta ao ruedo.
Navalucillos (Toledo). Novilhos de Monteviejo (1º e 4º) e de Urcola. Ana Rita, orelha e duas orelhas e rabo; Sánchez de Vega, duas orelhas em ambos.
Cantalapiedra (Salamanca). Utreros de Barcial. Sergio Domínguez, duas orelhas e ovação; e Paulo Jorge Santos, orelha e duas orelhas

sábado, 9 de setembro de 2017

Portugueses em Espanha- “Juanito”, Rui Fernandes, Mara Pimenta e Ana Rita

Trujillo (Cáceres). Utreros de Cayetano Muñoz, o 4º, premiado com a volta ao ruedo. Mario Palacios, orelha em ambos; Juanito, duas orelhas e orelha; e José Rojo, ovação e duas orelhas.
Monesterio (Badajoz). Touros de Valdeterrazo. Rui Fernandes, duas orelhas em ambos; Leonardo Hernández, duas orelhas e duas orelhas e rabo; e o becerrista José Antonio Monesterio, com dois erales de Bernardino Píriz, orelha e duas orelhas.
El Casar (Guadalajara). Novilhos de Manuel Quintas. Ferrer Martín, ovação e orelha; e Mara Pimenta, ovação e orelha.
Villoria (Salamanca). Novilhos de Francisco Madrazo. Roberto Armendáriz, silêncio e orelha; Ana Rita, duas orelhas em ambos; por colleras, volta ao ruedo.

D. Benito todos a ombros. Marcos Bastinhas ao lado de Pablo Hermoso e Lea Vicens pela Porta Grande


A bonita Praça de Touros da D. Benito (Mérida) viu a sua lotação ficar-se por cerca de meia casa para assistir à Corrida de Rejoneo em que o português Marcos Bastinhas tinha que ombrear na lide de touros de Sánchez y Sánchez (puro encaste Murube-Urquijo) com Pablo Hermoso de Mendonza e a francesa Lea Vicens.

Dos quatrenhos vindos de Salamanca destacou-se o lidado em terceiro lugar, com um “tranco” absolutamente incrível. Serviram os restantes sendo o primeiro e quinto algo mais reservados, e cujo peso rondou entre os 450 e 500 quilos.
Pablo Hermoso trouxe para esta corrida de rejoneo não os cavalos estrelas da sua quadra, mas os de segunda fila que deram conta do recado. No primeiro cortaria uma orelha com uma lide menos redonda, destacando-se os galopes a duas pistas com inversão por dentro, e um rojão algo caído mas fulminante.
No seu segundo Pablo esteve mais entregue, com uma lide dentro daquilo que são os seus melhores atributos e, ao rematar com outro rojão desta vez bem colocado, cortou duas orelhas.
Marcos Bastinhas tinha sobre os seus ombros a responsabilidade de representar o toureio à portuguesa, em contra-posição ao toureio muito ligado de adornos e recortes do rejoneo. Quando o de Elvas perante um touro com alguma dificuldade de locomoção, citou de largo, deu vantagem ao touro e entrou de frente, fez saltar o público nas bancadas.Com a sua raça e entrega que lhe são peculiares, esteve com muito acerto na eleição dos terrenos e nas distâncias. Rematou a lide com um grande par a duas mãos muito aplaudido. Pinchou no primeiro intento e fez rodar o touro sem puntilla, que caiu a seus pés, cortando a primeira orelha.
Perante o segundo foi uma lide entre duas águas, pois de início o touro permitiu algum luzimento, para depois se parar mais, sendo necessário atacar o touro para lhe provocar a investida e moderar as batidas para não tirar o touro da jurisdição. Desta feita Marcos colocou um rojão certeiro logo à primeira entrada, defrontando um presidente algo “caciqueiro” que demorou a conceder a merecida segunda orelha.

Menos exigente foi com a francesa Lea Vicens mas já lá vamos. A Lea tocou o melhor touro do encierro de Sánchez y Sánchez, que aproveitou numa lide com muito movimento e ligação. Permitindo o touro quase uma volta ao ruedo da praça estremenha num tranco incrível num galope a duas pistas. A francesa que tem muito nas suas lides da "Casa dos Irmãos Peralta", abusou na submissão das montadas com o número do caballito, em vénias desnecessárias. Uma coisa é ter as montadas submetidas, outra é serem quase "humilhadas" com estes números.
 Pesada com o rojão e sobretudo com quatro descabellos, ficou-se por uma generosa volta, concedida pelo público.
Com o segundo do seu lote o registo foi mais do mesmo. Exagerando nas entradas com quarteios muito abertos, mais próximos de ferros à meia-volta. 
Depois de colocar o rojão o touro tardou a dobrar, escutando um aviso (parou depois o relógio), intentos de descabello e por fim o touro dobrou. Aqui sim tivemos um presidente muito pronto a colocar os dois lenços para a concessão de duas orelhas “pueblerinas” para que saísse também a ombros sem fazer méritos para tal.
Uma nota para a forma simpática como o empresário José Cutiño e a sua equipa, cuida da imprensa portuguesa. Da nossa parte para além da amizade, o agradecimento pela forma como nos distinguiu ao colocar-nos no burladero da empresa, para realizarmos o nosso trabalho.