sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O fim das transmissões de touradas na televisão de serviço público

Mesmo reconhecendo que as audiências sobem nos dias em que a RTP transmite uma tourada, a estação de serviço público, ao que parece, decidiu ir acabando com as transmissões do segundo espectáculo mais visto pelos portugueses. PS e PSD criticam esta medida


Mesmo que assim não fosse, em democracia as minorias também têm direitos, ainda por cima tratando-se da televisão do Estado paga pelos contribuintes - para além da concorrência desleal naquilo que à publicidade diz respeito perante as estações de TV privadas.
O jornal I trouxe à sua capa na edição de Fim-de-Semana do passado 4 de Agosto este tema. Escutaram as opiniões dos aficionados de duas localidades representativas como são Vila Franca de Xira e a Moita e esclarece que tanto o PS como o PSD são contra esta medida.
Sabemos que o que está por detrás disto não são as audiências como em outros casos. O que faz com que tudo isto tome este caminho, são as multinacionais de produtos de alimentação, medicamentos, roupinhas etc., para o mundo das mascotes.
Os animais tem que ser bem tratados e estimados por quem os adquire, porque se assume essa responsabilidade. Isso ninguém deve colocar em causa. No entanto este “negócio” movimenta milhões de euros e patrocina muitas das campanhas animalistas como sabemos. Nas contas do deve e haver, colocaram os senhores da RTP as audiências e as receitas que gerem as publicidades dos produtos para os animais e decidiram que o melhor é ir acabando com aquilo que a Casa do Pessoal da RTP ainda leva por diante.
Perante este cenário o que fazem a Pró-Toiro, as associações de profissionais (empresários, toureiros, forcados), ao fim e ao cabo os que são parte integrante da Festa. Pouco ou nada se tem ouvido falar sobre este tema e qual as suas posições. Na Festa em Portugal, cada um olha para o seu “quintal”. Quando acabar (porque vai acabar de “morte lenta”, como vislumbra o deputado do PAN, então será tarde…
Veja-se o que se passa em Espanha com os animalistas e políticos (a vergonha do PSOE) que vendem a alma ao diabo pelo poder, e o exemplo de França que defende a Festa onde os aficionados a reclamam.

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